{"id":1650,"date":"2026-10-08T15:31:43","date_gmt":"2026-10-08T18:31:43","guid":{"rendered":"https:\/\/sinprocan.org.br\/?p=1650"},"modified":"2026-10-08T15:31:45","modified_gmt":"2026-10-08T18:31:45","slug":"profissao-professor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinprocan.org.br\/?p=1650","title":{"rendered":"<strong>PROFISS\u00c3O: PROFESSOR<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>Com cada vez mais frequ\u00eancia, chegam relatos de profissionais que foram desrespeitados, coagidos e at\u00e9 mesmo assediados no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es. E essa situa\u00e7\u00e3o vem se tornando uma realidade preocupante, especialmente nas escolas de Educa\u00e7\u00e3o Infantil da rede Municipal de Canoas.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor que trabalha com crian\u00e7as pequenas exerce uma fun\u00e7\u00e3o que vai muito al\u00e9m do ensinar. \u00c9 ele quem acolhe, cuida, orienta, acalma, educa e atende diariamente \u00e0s necessidades de crian\u00e7as que est\u00e3o sob sua responsabilidade. \u00c9 o professor que precisa lidar com diferentes realidades, comportamentos e demandas, sempre buscando garantir o bem-estar e a seguran\u00e7a dos pequenos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, infelizmente, o respeito que deveria existir nessa rela\u00e7\u00e3o nem sempre acontece.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos presenciado situa\u00e7\u00f5es em que fam\u00edlias ultrapassam os limites da rela\u00e7\u00e3o entre comunidade escolar e profissionais da educa\u00e7\u00e3o. A escola, que deveria ser um espa\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o coletiva e de refor\u00e7o dos valores e da educa\u00e7\u00e3o recebidos em casa, acaba servindo de cen\u00e1rio para situa\u00e7\u00f5es de desrespeito com os profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>E quando uma situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o atende \u00e0 vontade de determinados respons\u00e1veis, o professor acaba sendo colocado como o problema. Em determinados casos, agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica chegam a ser acionados contra profissionais que simplesmente est\u00e3o cumprindo suas atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais preocupante ainda \u00e9 perceber que, em determinadas situa\u00e7\u00f5es, quem deveria acolher, orientar e proteger o trabalhador acaba priorizando a reclama\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia sem averiguar os fatos, deixando o educador desamparado. O profissional que se sente coagido, constrangido ou agredido acaba tendo seus direitos desconsiderados e, muitas vezes, ainda ouve que deveria buscar mais capacita\u00e7\u00e3o para \u201cbem acolher\u201d essas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos responsabilizar individualmente o trabalhador por problemas que s\u00e3o estruturais. A falta de profissionais na rede municipal, a sobrecarga de trabalho e as condi\u00e7\u00f5es inadequadas para o atendimento da comunidade escolar tamb\u00e9m contribuem diretamente para o agravamento dessas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>E que fique claro que n\u00e3o estamos falando de um caso isolado. Os relatos t\u00eam se tornado recorrentes nas escolas municipais de Educa\u00e7\u00e3o Infantil de Canoas e v\u00eam se agravando ao longo do ano letivo. S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que atingem profissionais que j\u00e1 enfrentam uma rotina de trabalho exaustiva e que, inclusive, estiveram no centro das reivindica\u00e7\u00f5es apresentadas durante a leg\u00edtima greve da categoria, que entre suas pautas cobrava justamente recursos humanos suficientes para garantir um atendimento adequado \u00e0 comunidade escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>A categoria est\u00e1 cansada. Est\u00e1 desgastada. Est\u00e1 desamparada. E, acima de tudo, est\u00e1 desvalorizada. Porque antes de cobrar que o professor acolha todos, <strong>\u00e9 preciso que algu\u00e9m tamb\u00e9m acolha o professor.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com cada vez mais frequ\u00eancia, chegam relatos de profissionais que foram desrespeitados, coagidos e at\u00e9 mesmo assediados no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es. 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