A diferença entre o que foi prometido e o que está sendo entregue na educação de Canoas tem se tornado cada vez mais evidente. Enquanto as autoridades discursam em palanques sobre avanços e compromissos com a qualidade do ensino, a realidade dentro das escolas revela um cenário assustador.
A posse dos profissionais nomeados segue sem data definida. O que existe, até agora, são apenas informações vagas, sem prazos claros e sem previsibilidade de quem está aguardando para assumir.
Quem está nas escolas à situação cada dia fica mais difícil tentando dar conta da demanda e sobrecarga.
Já se passaram mais 30 dias de inicio do ano letivo e a situação dentro da sala de aula segue praticamente inalterada. A falta de profissionais habilitados impacta diretamente o processo de ensino-aprendizagem e compromete indicadores importantes, como o IDEB. Não há como falar em qualidade educacional sem garantir os direitos básicos dos estudantes e dos professores.
Outro ponto que segue apenas no campo das promessas é sobre a reposição salarial da categoria. O SINPROCAN ainda aguarda definições concretas. A promessa feita pelo secretário de Relações Institucionais ainda não se traduziu em datas, valores ou encaminhamentos oficiais.
Entre promessas e realidade, quem paga o preço são os profissionais da Educação e os estudantes. É urgente transformar discursos em ações, prazos em cumprimento e compromissos em resultados. Os gestores de Canoas precisam decidir se vão continuar prometendo ou se começará a resolver os problemas históricos da cidade.


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