Nesta semana, a comunidade escolar de Canoas foi tomada por um profundo sentimento de tristeza. Em menos de setenta e duas horas, recebemos a notícia do falecimento de dois colegas da Educação Municipal. Dois profissionais que exerceram sua missão com dedicação, compromisso e responsabilidade, deixando um legado de trabalho e respeito por onde passaram. Neste momento, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas de trabalho e estudantes, que certamente sentirão a ausência de quem dedicou sua vida à educação.

Mas esses acontecimentos acendem um alerta dentro categoria e nos levam a uma reflexão necessária:

Quem está cuidando da saúde de quem cuida da Educação?”

Os profissionais da Educação convivem diariamente com uma realidade que os expõe a diversos riscos. Além do contato constante com doenças infectocontagiosas, enfrentam jornadas intensas, sobrecarga de trabalho, pressão emocional e desgaste físico que, muitas vezes, comprometem sua saúde e reduzem a imunidade.

O SINPROCAN tem alertado os prefeitos e o Poder Executivo, desde o período da pandemia e após a enchente, para os impactos da sobrecarga de trabalho na saúde psicológica e física dos profissionais. O excesso de responsabilidades, aliado à falta de pessoal em muitas escolas, gera cansaço e esgotamento, favorecendo o adoecimento e aumentando a vulnerabilidade do organismo.

Não podemos naturalizar essa realidade. A Educação precisa ser um ambiente de aprendizagem, mas também de cuidado, prevenção e proteção. E é papel da Prefeitura implementar políticas que reduzam a sobrecarga de trabalho, garantam quadros completos de profissionais e promovam ações permanentes de saúde ocupacional.

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