O Ano Letivo avança e, mais uma vez, a Educação Municipal de Canoas convive com problemas que já deveriam ter sido solucionados antes das aulas começarem em fevereiro. Estamos nos aproximando do último trimestre e ainda existem escolas com seus quadros de professores incompletos, obrigando quem está em sala de aula a assumir uma carga de trabalho maior para garantir que a rotina escolar continue funcionando.
O mais preocupante é que essa realidade não é nova. A falta de profissionais esteve entre as principais razões que levaram a categoria à mobilização e à greve. Quase quatro meses depois do fim da paralisação, esperava-se que os problemas começassem a ser enfrentados com maior agilidade. Porém, os avanços ainda caminham lentamente.
Também foram criados Grupos de Trabalho como parte das negociações após a greve. No entanto, até o momento, apenas um deles iniciou efetivamente suas atividades. Os demais seguem sem previsão clara para começar.
Mas se o Executivo diz que os problemas são urgentes, por que as soluções demoram tanto?
Cada semana de demora representa mais desgaste e mais dificuldades para as escolas. Não podemos normalizar uma situação em que trabalhadores precisam compensar, com esforço e dedicação, aquilo que deveria ser resolvido por meio de planejamento e gestão.
A Educação não pode avançar no mesmo ritmo da burocracia. Crianças estão aprendendo todos os dias, professores estão trabalhando todos os dias e as necessidades das escolas existem todos os dias.
Já passou do prefeito colocar as promessas da campanha eleitoral em prática. Canoas precisa de compromisso com a Educação e as escolas funcionando de verdade. Os professores, os estudantes e a comunidade canoense não podem continuar esperando.


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